Criança como transmissor é raro em epidemias familiares, diz especialista

Médico pediatra Renato Kfouri afirmou que crianças representam 0,03% de mortes na pandemia da Covid-19
03/05/2021 17:07 | Entrevista | Da redação

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O médico pediatra Renato Kfouri, secretário da Sociedade Brasileira de Imunização e presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirmou que são raros os casos nas epidemias familiares onde a criação é a porta de entrada.

Em entrevista ao Jornal da Rede Alesp nesta segunda-feira (3), o especialista disse que as crianças representam apenas 1,5% do total de casos e 0,03% de mortes na pandemia da Covid-19. Ele afirmou ainda que as crianças raramente desenvolvem formas graves da infecção e que as chances de um paciente saudável e sem doenças crônicas apresentar complicações são excepcionais.

Kfouri contou que os mais jovens também serão vacinados futuramente e que há a possibilidade que até julho de 2021 a faixa etária de vacinação seja ampliada. "Deixando claro que nós só vamos vacinar a primeira criança saudável depois que vacinarmos o último adulto. Não tem sentido começar o grupo de vacinação pelas crianças levando em conta a desproporção com que elas são acometidas", disse, na entrevista.

Perguntado se há imunizante específico para as crianças, diferente dos adultos, o médico explicou que a vacina é a mesma para todos, assim como a vacina de hepatite. "A princípio não há nenhuma diferença nas vacinas, é a mesma formulação e a mesma bula", disse.

Kfouri defendeu o isolamento social como medida mais eficaz na proteção das pessoas de todas as faixas etárias. "Nós não estamos no momento de tranquilidade que permita nenhum relaxamento. Sair só se necessário e convívio com outras pessoas, só com máscara e distanciamento", disse. "Enquanto não baixarmos a circulação do vírus e reduzirmos essa alta transmissibilidade que nós estamos vivenciando, não é momento de recomendar nenhum tipo de relaxamento em qualquer idade", completou.