Bancada petista protesta contra não-instalação de CPIs na Assembléia
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DA REDAÇÃO
A sessão ordinária desta terça-feira, 15/10, foi interrompida pela bancada do PT em protesto contra a não-instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito na Assembléia. Os deputados petistas entraram em fila no Plenário, os sete primeiros portando bolos enfeitados, com velinhas acesas, representando, segundo eles "os sete meses em que a Casa permanece sem exercer suas prerrogativas". Isto é: desde o início da atual legislatura, a Assembléia não instala nenhuma CPI, o que foi comemorado com ironia e muito alarde pelos membros do Partido dos Trabalhadores.
Confeiteiros sem fronteiras*
Cortados os bolos, fatias distribuídas para deputados e gente da imprensa, Antonio Mentor, líder do partido que promovia a festa , explicou: "Há sete meses a Assembléia Legislativa está impedida de exercer plenamente suas prerrogativas, devido a orientação do governador Geraldo Alckmin, que não admite prestar contas de suas ações. Há 29 pedidos de CPI na Casa: Rodoanel, Febem, Eletropaulo, Sabesp etc. O governo, que não quer ser investigado, orienta sua bancada de sustentação (são cerca de 60 deputados) para impedir a instalação das Comissões. Os deputados da oposição estão frustrados.O que precisa ser escondido? O que não pode chegar ao conhecimento da população ? Estas são as questões que permanecem".
A versão do PSDB
Sério, mas não zangado, o deputado Vanderlei Macris, líder do Governo na Assembléia, no centro do Plenário, vê os fatos de outra maneira: "Há 29 pedidos de CPI. Há 14 partidos na Casa e não há acordo no Colégio de Líderes. Na verdade, cada partido alega que o outro tem interesses eleitoreiros envolvidos na aprovação de cada pedido e não se aprova nenhum. O governador nada tem a ocultar, receberá de braços abertos a instalação das cinco CPIs simultâneas que a lei permite, tratem elas de qualquer assunto. O que não é justo é agir como o PT, que culpa a presidência da Casa e o governador pelo que é resultado de falta de acordo entre os próprios interessados".
Vaz de Lima, líder do PSDB, que junto com os deputados Arnaldo Jardim (PPS) e do próprio líder do PT, Antonio Mentor, integra a comissão nomeada para buscar acordo para a votação das CPIs, reforça os argumentos de Macris: "Não é verdade que haja ordem emanada do governador, não é verdade que o presidente Beraldo esteja envolvido em tramóias políticas. O problema está no Colégio de Líderes. Havendo acordo, como determina o regulamento, cinco CPIs podem ser instaladas".
Só depois das 18 horas, o deputado Marquinho Tortorello (PPS), que presidia a sessão, suspensa durante o ato de protesto, conseguiu a ordem necessária para que o Plenário retomasse sua função.
A palavra dos líderes
Reaberta a sessão, a liderança do PTB, representada por José Bittencourt; os líderes do PPS, Arnaldo Jardim; do PFL, Rodrigo Garcia; e do PV, Giba Marson repudiaram a atitude do PT. Para Arnaldo Jardim, o gesto enfraquece e diminui o Poder Legislativo. Todos os líderes demonstraram indignação pelo uso do recinto do plenário para a manifestação dos petistas.
*Termo utilizado pelo deputado Renato Simões para se referir à bancada do PT nesta tarde.
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