Presidente do Metrô de São Paulo fala sobre o cronograma de obras das linhas 2 e 4
O Metrô de São Paulo tem 58 quilômetros de extensão, 52 estações e cerca de 2,5 milhões de pessoas o utilizam como meio de transporte diariamente. Com o objetivo de expandir a rede, o Governo do Estado está realizando as obras das linhas 2 e 4 do metrô. Para falar sobre o assunto, a Comissão de Transportes e Comunicações da Assembléia, presidida por Valdomiro Lopes (PSB), realizou nesta terça-feira, 6/12, audiência pública para ouvir os esclarecimentos do presidente da Companhia Metropolitano de São Paulo (Metrô), Luiz Carlos Frayse David.
Segundo David, a Linha 2, que vai ligar a Estação Ana Rosa às estações Chácara Klabin, Imigrantes, Ipiranga, Sacomã e Tamanduateí, tem entrega prevista para 2006. "As obras da Linha 2 foram dividas em duas etapas. A primeira compreende três quilômetros de extensão e beneficiará 90 mil pessoas por dia, abrangendo as estações Chácara Klabin, Imigrantes e Ipiranga. A segunda fase, com mais três ou quatro quilômetros, compreende as estações Sacomã e Tamanduateí, com previsão de expansão até a Vila Prudente."
O representante do Metrô disse que, após a conclusão de todo o trecho da Linha 2, cerca de 900 mil pessoas se beneficiarão dos serviços. "A obra gerará ainda empregos, renda e reduzirá o tempo de viagem dos usuários em 50 minutos", disse David. O investimento total vai custar aos cofres públicos mais de R$ 900 milhões.
Linha 4
A Linha 4 tem uma peculiaridade: está sendo construída em parceria com a iniciativa privada. Esse mecanismo só foi possível porque a Assembléia Legislativa aprovou, em março de 2004, projeto de lei incentivando as Parcerias Público-Privadas, as PPPs.
"Essa é a primeira obra do país a ser construída com esse sistema. Não sabemos se a parceria dará certo, mas ela proporciona uma economia de 340 milhões de dólares ao governo estadual", explicou Luiz Carlos.
De acordo com o presidente da empresa, a Linha 4 ligará a Vila Sônia, no Morumbi, à Estação da Luz. "São 12,8 quilômetros, com 11 estações que farão interligação com outras linhas de metrô e linhas ferroviárias."
As obras da Linha 4 também foram dividas em duas etapas. A primeira inclui as estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz e a segunda etapa engloba as estações Vila Sônia, Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis.
PPPs
Wagner Fajardo Pereira e Flávio Godoi, representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, manifestaram a preocupação dos funcionários do setor frente à parceria do governo com a iniciativa privada.
O poder público aplicou cerca de US$ 918 milhões nas obras da Linha 4 e a iniciativa privada US$ 340 milhões. "Mesmo o governo investindo 73% do valor da obra, o repasse do dinheiro arrecadado ficará todo com a iniciativa privada", observaram parlamentares, funcionários do metrô e membros do sindicato.
Segundo David, o governo está economizando U$ 340 milhões que podem ser investidos, por exemplo, na Linha 5 do metrô (Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi, Santo Amaro e Largo Treze de Maio). Essa linha, conforme Luiz Carlos, não atingiu as expectativas do governo e transporta apenas 60 mil pessoas por dia. "Para ela ter o resultado esperado precisa ser interligada às estações Chácara Klabin e Santa Cruz", disse ele.
Acidente
O acidente ocorrido em imóvel situado no bairro de Pinheiros, na madrugada de sábado, foi considerado um "incidente" pelo presidente do Metrô. Segundo ele, os funcionários da concessionária agiram corretamente e, antes que um incidente com maiores proporções acontecesse, os moradores das proximidades foram avisados e posteriormente transferidos para um hotel.
Mesmo com todos os cuidados, já que as obras são monitoradas 24 horas por dia, uma casa desabou, mas, segundo afirmou Luiz Carlos David, os custos desse incidente não são de responsabilidade do Metrô, mas da concessionária, que receberá todo o valor arrecadado com o transporte de passageiros por 30 anos.
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