Kyoko Fukagawa revela em suas paisagens a misteriosa poesia da natureza

Museu de Arte do Parlamento de São Paulo
05/10/2006 17:11

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<i>The Fishing Club</i> (Vargem Grande Paulista)<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/Kioko Fukagawa finshing club-dia 05.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Kyoko Fukagawa<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/Kyoko Fukagawa-dia 05.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> <i>A Relva e o Horizonte Róseo</i><a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/Kioko Fukagawa Painel-dia 05.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

A arte de Kyoko Fukagawa é mais do que atual, porque responde a uma necessidade latente que nos faz lamentar algo perdido. Observando-a, sente-se uma nostalgia da natureza e se entrevê uma realidade muito além das coisas: percebe-se a nossa origem divina.

A artista é uma naturalista por vocação. Uma poetisa que impregna o pincel da magia que a natureza abre frente aos olhos com suas atmosferas e suas harmonias. Para ela, a pintura é um ato de fé " mas também de humilde respeito e de ansiosa esperança. Ela sabe captar a misteriosa poesia da natureza e sabe torná-la visível em suas obras, de onde emana uma inocente candura quase desconhecida nesta época de rumores e de lutas.

A escolha da cor e a transposição das imagens estão em relação direta com sua espiritualidade e com a congenialidade de sua pesquisa itinerante. Seus quadros nascem de um acordo implícito entre poesia e pintura.

Impregnada de terra, sua pintura descobre na palheta os acordos sugeridos por uma natureza sem limites, que sobre a tela se acentua com o severo sentido dos valores de tempo e de espaço que no silêncio das vastas solidões campestres parecem encontrar a justa medida.

O tríptico A Relva e o Horizonte Róseo e o quadro The Fishing Club (Vargem Grande Paulista), obras doadas ao acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, revelam uma realidade que pode ser contemplada diariamente, com sensibilidade e em situações de íntimas vibrações naturalísticas. Através de pinceladas fluidas e de um delicado e harmonioso cromatismo, sua pintura parece dar uma dimensão visual a sua reflexão interior.

A artista

Kyoko Fukagawa nasceu em Toyama, Japão, em 1948. Está no Brasil desde 1960, tendo fixado residência em São Paulo, onde freqüentou um curso básico de fotografia e se formou em artes plásticas na Escola Panamericana de Arte (1986). Estudou pintura com os artistas Luigi Neviani (1985 a 1989) e Satiko Koshikoku (2000 a 2002); e desenho e pintura ao ar livre com Kenichi Kaneko (2000 a 2004) e Chen Kog Fang (2004).

Participou dos seguintes salões de arte: II Salão de Pintura Figurativa no Bunkyo, onde recebeu Menção Honrosa (2002); 31º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea, quando foi premiada com o Prêmio Acrilex (2002); e III Salão de Pintura Figurativa no Bunkyo, onde conquistou sua primeira Medalha de Ouro (2003).

Esteve presente ainda em inúmeras mostras coletivas, destacando-se entre elas: "Alunos do Atelier Neviani", Círculo Militar de São Paulo (1989); Museu de Arte Nipo-Brasileira (2000 e 2001); "Aquarela e Pintura", Museu de Arte Nipo-Brasileira (2002); Empório Artístico 450 Anos (2003); "Uma Viagem de 450 Malas", Sesc Pompéia, Faculdade Santo Amaro, Memorial do Imigrante e Conjunto Nacional (2004).

Possui obras em diversas coleções no Brasil e no exterior e no acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

alesp