CPI ouve presidente do Cremesp e vítima de erro médico
A CPI constituída com a finalidade de investigar denúncias de erro médico, presidida pelo deputado José Bittencourt (PDT), ouviu, nesta terça-feira, 29/9, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Henrique Carlos Gonçalves, e a vítima de erro médico Elizabeth da Silva Borba e Brito.
O presidente do Cremesp afirmou que o órgão tem agido em todos os campos da medicina, inclusive na fiscalização. Contudo, em sua opinião, os governos têm deixado a desejar na proteção à saúde das pessoas.
Informou que 80% dos casos de denúncias de erro médico decorrem de falha estrutural dos serviços de saúde. Os outros 20% são efetivamente falhas cometidas por médicos, em geral em função da má formação acadêmica. "Somos campeões em número de escolas de medicina, mas em termos de qualidade, deixamos muito a desejar", declarou.
De acordo com os esclarecimentos do depoente, os médicos podem ser julgados em quatro instâncias: criminal, cível, administrativa e ético-profissional, pelos seus pares, através dos conselhos regionais de medicina de cada Estado.
Quando se trata de erro médico, o Cremesp leva as investigações às últimas consequências, afirmou Henrique Carlos, negando a existência da chamada "máfia branca" e reiterando o interesse do conselho de esclarecer todas as denúncias que recebe.
Elizabeth da Silva Borba e Brito contou aos deputados a série de erros médicos dos quais foi vítima. Sua saga começou quando, numa cirurgia de vesícula, associada a cirurgia plástica, não teria sido colocado um dreno, levando à ruptura do músculo reto abdominal. A partir daí, Elizabeth iniciou um verdadeiro périplo por hospitais, sendo submetida a intervenções e exames, um deles lhe causando graves queimaduras. Atualmente, tramitam dois processos referentes aos direitos do consumidor. No entanto, de acordo com Elizabeth, os processos não puderam ser julgados porque o Instituto de Medicina Social e Criminologia (Imesc), órgão governamental, teria periciado erradamente o seu problema.
Compareceram também à reunião da CPI os deputados Milton Flávio (PSDB), Uebe Rezeck (PMDB), Pedro Tobias (PSDB) e João Barbosa (DEM).
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