Entre tradicionalismo e contemporaneidade, a escultura de Cândida Botelho reúne tensão, força e inquietação
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Sensível às grandes tradições escultóricas dos etruscos e dos romanos, Cândida Arruda Botelho enveredou inicialmente no caminho de uma escultura dramaticamente expressiva, que conserva a figura humana, mesmo deformada e desfigurada.
Numa nova fase, utilizando chapa de alumínio anodizado, parece que a artista deseja escapar da natureza e encontrar formas espaciais puras. O importante, entretanto, é que na luta entre esses dois mundos inconciliáveis, em razão de sua própria incompatibilidade, sua escultura não perde em tensão, força e inquietação.
Modelando inicialmente o barro, para depois transformá-lo em bronze ou em concreto, o talento de Cândida Arruda Botelho se dirige no conjunto mais através de sua intuição do que por seu espírito consciente. Criando formas simples, rugosas ou até mesmo imponentes, tudo leva a crer que sua imaginação não conhece limites. Prova disso é sua criatividade nos diversos campos em que atua como escritora, editora, historiadora e artista plástica.
Curiosamente, a necessidade de escolha entre referências à antiguidade e ao contemporâneo não provocam na artista nenhum problema maior. Embora desejando pertencer ao seu próprio tempo, ela não se opõe à deformação da escultura, mas à extravagância e à exageração. Trata-se de uma personalidade artística sem ligações com qualquer grupo, movimento ou escola e livre de toda subordinação a um estilo preciso.
O sonho, o encantamento, o mistério, o drama, o anedótico, aparecem equilibrados nas suas esculturas figurativas onde proporção e forma evidenciam a qualidade. Henry Moore, que se tornou o exemplo mais típico da evolução da escultura dos anos 30 direcionou seu esforço criador na descoberta de uma força de expressão profunda da forma. Assim é Cândida Arruda Botelho. Assim é a obra "Concreto Amoroso" -doada ao Museu da Escultura ao Ar Livre pela Galeria Jô Slaviero & Guedes - na qual a vontade da artista de se manifestar mediante formas expressivas diversas determina um campo operativo inexaurível, não mais identificável numa única técnica.
A Artista
Escultora, pintora, fotógrafa e escritora, Cândida de Arruda Botelho nasceu em Avaré, SP, em 1944. Formou-se em arquitetura e comunicação social. Especializou-se em marketing cultural, tem trabalhado com artes plásticas e, recentemente, no campo da escultura.
Freqüentou cursos de escultura na Fundação Mokiti Okada, em 1986/1987, no Atelier de Cristina Motta de 1986 á 1991, no Museu Brasileiro de Escultura, na Oficina de artes com Cleber Machado. (escultura construtivista), na Oficina de artes com Ângela Bassan (novos materiais e cimento), no Atelier de Israel Kislansky, em 2003 e 2004. Participou das seguintes exposições: "Duas visões", Galeria Paulistano (1998); Paço Municipal de Avaré (2000) "Pintando a Cidade", Galeria Jô Slaviero; "O olhar feminino" nos 450 anos da Cidade de São Paulo; "Marinhas", Centro Cultural da Marinha; "Alegorias" Centro CCBB-São Paulo e Salão de Piracicaba (2004).
Além dessas peças apresentadas na exposição CAB apresenta trabalhos construtivistas de ferro e alumínio dobrados, como trabalhos de retratos e bustos em bronze. Possui obras em coleções particulares no Brasil e notadamente no Museu da Escultura ao Ar Livre nos jardins da Assembléia Legislativa.
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