Alunos são "encaixotados" em escolas da prefeitura
A extinção indiscriminada do segundo turno das escolas da rede municipal de São Paulo tem gerado os mais diversos transtornos ao processo ensino-aprendizagem e prejudicado alunos e professores. Na Escola Municipal Deputado Caio Sérgio Pompeu de Toledo, em Cidade Tiradentes (zona leste da capital), três salas de aula foram "montadas" no mais total improviso dentro do pátio; o material usado para tanto foi a inadequada placa de "eucatex" (tipo laminado um pouco mais consistente que um aglomerado de papelão), numa fracassada tentativa de resolver o problema criado pela própria prefeitura, que fechou o segundo turno dessa escola sem antes ter construído novas salas de alvenaria.
O deputado Carlos Giannazi (PSOL), que fez diligência nesta unidade escolar no dia 17/4, conversou com mães de alunos e servidores da Educação que lá estudam e trabalham e pode constatar a gravidade da situação: salas onde a cobertura é feita com uma espécie de "isopor"; barulho excessivo por falta de tratamento acústico das salas; drástica redução do espaço reservado ao recreio e dificuldade para a passagem dos alunos; falta de ventilação e alunos desmotivados com as aulas como conseqüência de todo esse contexto.
"Colocar crianças e adolescentes em salas apertadas e inapropriadas representa um ato de improbidade administrativa. O prefeito Gilberto Kassab, no afã de fazer marketing político eleitoral utilizando a Educação, fechou turnos de centenas de escolas sem construir novos equipamentos e salas para o atendimento da demanda escolar", argumentou Giannazi, que também é diretor de escola da rede municipal (licenciado). Diante do quadro, o deputado está exigindo a volta do segundo turno em escolas nas quais a administração não construiu novas e adequadas estruturas.
Em situação semelhante está outra unidade pública de ensino visitada por Giannazi. Na EMEF Professor Mailson Delane, na mesma região, o parlamentar afirmou que as salas improvisadas são piores do que as "escolas de lata", inclusive apresentando uma maior vulnerabilidade em relação a eventuais princípios de incêndio.
A situação é tão deplorável que o deputado pretende encaminhar a denúncia para o Ministério Público tomar as providências cabíveis nesses casos.
carlosgiannazi@uol.com.br
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