CPI da Cana-de-açúcar aprova sub-relatório sobre saúde
A CPI da Cana-de-açúcar, presidida pelo deputado Rafael Silva (PDT), aprovou nesta quinta-feira, 19/6, o sub-relatório elaborado pelo deputado Uebe Rezeck (PMDB), que trata dos malefícios causados à saúde pela queima da palha da cana. O documento será posteriormente incorporado ao relatório final.
De acordo com o sub-relatório, há quatro décadas a população do interior de São Paulo é exposta à queima da biomassa proveniente da cana-de-açúcar, que emite grande quantidade de gases tóxicos. Estudos concluíram que partículas penetram no sistema respiratório e na corrente sangüínea, causando danos a diversos órgãos.
A taxa permitida de micropartículas no meio ambiente é de 50 microgramas. Na época da queima da cana-de-açúcar, segundo informa o documento elaborado por Rezeck, ela sobe para 88 microgramas. Quando há o aumento da poluição, cresce proporcionalmente o número de internações, sobrecarregando o sistema de saúde pública. Os principais prejudicados são idosos e crianças.
O sub-relatório também contemplou os danos sofridos pelos trabalhadores do corte da cana, descrevendo seu cotidiano e os conseqüentes problemas por eles sofridos. A exigência de total curvatura do corpo para a realização do corte, por exemplo, causa profundas dores musculares. O excesso de sudorese sem a ingestão de líquido suficiente leva a grave perda de potássio. Câncer de pele e de pulmão, irritação visual, dores de cabeça, doenças nos brônquios e carência nutricional são alguns dos problemas apresentados pelos trabalhadores dos canaviais.
Entre as soluções apresentadas pelo sub-relator estão, entre outras, a transformação em lei de acordos entre o governo e o setor sucroalcooleiro; a elaboração de projeto de lei que estabeleça a obrigatoriedade de registro em carteira dos trabalhadores dos canaviais e de proposta que torne obrigatória a realização de exames pré-admissionais e o acompanhamento médico dos trabalhadores.
Estiveram também presentes à reunião da CPI os deputados Vitor Sapienza (PPS), Edson Giriboni (PV) e Enio Tatto (PT), que se absteve de votar.
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