PCC, o perigo agora combatido
O governo do Estado de São Paulo passou a reagir aos ataques promovidos pelo Primeiro Comando da Capital de 12 a 15 de maio, mas as notícias mais recentes comprovam que essa facção criminosa não só continua existindo como também adota verdadeira tática de guerrilha para manter a violência dentro e fora das cadeias. O governador Cláudio Lembo tem agido de modo correto ao determinar às secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária um rigor mais intenso nos presídios, em contraste com a tolerância assumida pelos seus dois antecessores diante do PCC.
A onda de assassinatos de agentes penitenciários e de carcereiros comprova que o PCC mantém suas garras. Desta vez, porém, existe algo de positivo no confronto entre o poder público e os bandidos: o governo tem usado tropa de choque contra as rebeliões e procura confinar os líderes do PCC. Não se vence de repente uma luta como essa, levando-se em conta que o Estado tem cerca de 140 mil presos e que essa facção criminosa age em presídios de São Paulo há mais de 10 anos, período em que cresceu demais. No entanto, tem havido pelo menos ações concretas contra os bandidos mais perigosos.
A informação chegou ao governo por meio de promotores de Justiça: o PCC decidiu reiniciar sua guerra contra o Estado, depredando cadeias e matando agentes. O objetivo é encurralar as autoridades e acovardar todos os funcionários de presídios. Essa meta tem sido cumprida apenas em parte.
Foi depredado, por exemplo, o Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, onde está confinado o líder máximo do PCC, Marcos Camacho, o Marcola. Desde 28 de junho foram assassinados agentes em dias de folga, em várias cidades paulistas, indicando que o PCC conhece a vida de cada funcionário das cadeias. Em Campinas houve pânico quando descobriu-se que, numa rebelião ocorrida em maio, desapareceu um fichário com nomes, endereços e fotos dos agentes da região.
Em 26 de maio, uma rápida operação policial tornou-se o lance mais ousado dessa guerra: 13 integrantes do PCC foram mortos quando tentavam levar adiante uma emboscada contra agentes diante do Centro de Detenção Provisória de São Bernardo do Campo, na região do ABCD. Não tardaram dois tipos de reação: do próprio PCC, que dois dias depois iniciou a série de ações contra agentes, assassinando alguns deles em diversos municípios, e dos grupos que se intitulam "defensores dos direitos humanos", mas costumam proteger só os interesses de bandidos.
Um dos maiores absurdos partiu de Hélio Bicudo, ex-vice-prefeito de São Paulo pelo PT, que interrompeu a trégua à sua luta contra as autoridades, iniciada após os ataques de maio do PCC, e saiu em combate aos métodos policiais: condenou a "violência" contra os bandidos no caso do ABCD. Em que mundo vivem esses campeões da demagogia?
*Afanasio Jazadji é deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa
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