Comissão da Verdade levanta casos da emboscada da rua João Moura
Os casos dos militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), Antonio Sergio Matos, Eduardo Antonio da Fonseca e José Manoel Nunes de Abreu, mortos por agentes da ditadura, foram tratados em audiência pública da Comissão estadual da Verdade Rubens Paiva, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT), nesta quarta-feira, 19/3.
Antonio Sergio, Eduardo Antonio e José Manoel foram vítimas da emboscada da rua João Moura, onde um jipe do exército, supostamente quebrado, com apenas um soldado, foi usado como "isca" para a captura de militantes que combatiam o regime militar. Quando os militantes abordaram o jipe com a intenção de roubar armas, diversos agentes escondidos num caminhão baú da Folha de São Paulo travaram um tiroteio que teria causado a morte dos militantes. Uma quarta militante que participava da ação, Ana Maria Nacinovic Corrêa, conseguiu fugir. Os relatos sobre o episódio são provenientes dela, que foi assassinada posteriormente por agentes da ditadura, na Moóca.
Suzana Lisboa, ex-integrante da Comissão Nacional de Mortos e Desaparecidos Políticos e ex-militante da ALN, apresentou os casos, enfatizando o fato " comum nos casos dos mortos pela repressão " de que os laudos do IML são sucintos e não descrevem nada do que poderia esclarecer as mortes. As fotos mostram evidentes escoriações e marcas nos corpos que levam a crer que as mortes não ocorreram no local, apesar de os laudos assim afirmarem. O fato de não ter havido perícia de local seria forte indício de que os militantes poderiam ter sido mortos em outro lugar.
Amelinha Teles, assessora da comissão, sugeriu que a Folha de São Paulo seja oficiada no sentido de fornecer informações sobre a participação de um caminhão da empresa no episódio, proposta acolhida por Adriano Diogo que considerou ser um importante precedente para o esclarecimento de casos como este.
A comissão também pretende enviar os casos à Comissão nacional da Verdade com a solicitação de que seus peritos realizem nova perícia dos casos, baseada nas fotos e documentos existentes.
Participou desta audiência o promotor público aposentado e deputado federal por três mandatos, Darcy Passos.
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