Lançada Frente de Combate às Hepatites Virais
A Assembleia Legislativa, em parceria com a Câmara dos Deputados, lançou, nesta quinta-feira, 7/7, a Frente Parlamentar Mista de Combate às Hepatites Virais, coordenada pelo deputado Wellington Moura (PRB) e pelo deputado federal Vinícius Carvalho (PRB). O objetivo da frente parlamentar é discutir novos tratamentos da doença, já que o número de pessoas afetadas pela hepatite no Brasil é alto (em torno de 1,4 milhão).
De acordo com o médico Edison Parise, especialista em hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia, o remédio distribuído pelo SUS no Brasil tem dado resultados ótimos, pois a chance de cura passa de 90%. "O problema é que a demanda é exponencialmente maior do que a oferta no país", disse.
Um dos maiores problemas também apontado pelo médico é que um terço das pessoas com hepatite não sabe que carrega a doença, porque os sintomas são quase imperceptíveis. Ela pode ser transmitida por transfusão de sangue, agulhas não descartáveis (como as usadas em estúdios de tatuagem), alicates de manicures etc. Pelo menos 25% da população brasileira com hepatite tem acesso ao tratamento, mas, segundo Parise, isso não traz nenhum avanço, pois o tratamento começaria a fazer diferença no Brasil se atingisse 60% dos portadores de hepatite.
Segundo o médico Marcelo Naveira, coordenador de Hepatites Virais no Brasil, as pessoas mais afetadas pelas hepatites virais são as com mais de 40 anos, público que na juventude desconhecia o perigo do reuso de agulhas e alicates. Naveira, também disse que a doença pode ser erradicada até 2050, mas para isso é preciso maior acesso ao diagnóstico e maior conscientização da população. "Daí a importância de marcar o Dia Internacional das Hepatites Virais (28/7) com distribuição de manuais, propagandas e projetos de conscientização pelo Brasil", afirmou Naveira.
Liliana Mendes, também especialista em hepatologia, falou da efetividade dos medicamentos para pessoas com hepatites cirróticas e não cirróticas, lembrando que há enorme diferença nos resultados. Para pacientes não cirróticos a percentual de cura é de mais de 90%, já para pacientes cirróticos a porcentagem cai para 70% ou 60%. Liliana acrescentou que os médicos vão continuar estudando novas drogas e fórmulas para os tratamentos. "A luta não para", disse a doutora.
Ao final do evento, os deputados falaram sobre a importância da frente parlamentar e agradeceram a presença de todos.
Notícias mais lidas
- Alesp aprova e motos de até 180 cilindradas não pagam mais IPVA em SP
- Dezembro Vermelho: pesquisas de cura do HIV avançam em universidade pública paulista
- Sancionada, lei da Alesp garante direito à instalação de carregadores de carros elétricos em prédios
- Servidores cobram aplicação imediata do 'Descongela Já'
- Plenário da Alesp aprova Orçamento estadual para 2026; receita prevista é de R$ 382,3 bilhões
- Projeto que dá direito à merenda escolar a profissionais da educação avança na Alesp
- Deputada aprova isenção de IPVA para motos até 180 cilindradas
- Projeto Cívico-Militar começa em 100 escolas de SP na segunda-feira, 2/02
- Audiência na Alesp se coloca contra projeto de Reforma Administrativa da Educação
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Sobre o Processo Legislativo
Regimento Interno
Questões de Ordem
Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Ordem do Dia
Pauta
Consolidação de Leis
Notificação de Tramitação
Comissões Permanentes
CPIs
Relatórios Anuais
Pesquisa nas Atas das Comissões
O que é uma Comissão
Prêmio Beth Lobo
Prêmio Inezita Barroso
Prêmio Santo Dias
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Alterações