Malefícios do benzeno à saúde do trabalhador é tema de debate
Segundo dados da Cetesb, na cidade de São Paulo há mais de 9 mil postos de combustíveis e cerca de 232 mil frentistas, constantemente expostos ao benzeno, presente na gasolina. O deputado Marcos Martins (PT) reuniu em audiência pública, nesta quarta-feira, 30/11, médicos e sindicalistas para apresentaram dados sobre os riscos da inalação desse elemento, que pode causar cefaleia, tontura, irritação à pele e olhos, distúrbio do sono, disfunção psicossomática, perda de memória e de olfato, além de câncer no sangue.
Segundo o médico Danilo Fernandes Costa, do Ministério do Trabalho, "o benzeno está relacionado a leucemia, linfoma e aplasia de medula". Costa ainda destacou legislações sobre a proibição do produto, desde 1932, e que há precariedade no apoio aos trabalhadores expostos.
Para o presidente da Federação Estadual dos Frentistas, Luiz Arraes, o profissional não sabe o que está inalando e é preciso orientar o trabalhador para que ele se previna. Arraes também citou o Projeto de lei 247/2015, do deputado Marcos Martins, que proíbe a continuidade no abastecimento após ser acionada a trava de segurança da bomba de combustível, pois quando o veículo é abastecido mais do que o tanque suporta, aumenta a emanação de vapores.
A coordenadora estadual da Saúde do Trabalhador, Simone Alvez, divulgou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), sobre o número de postos de combustíveis no Estado. A pesquisa mostra que dos 645 municípios, 415 possuem áreas contaminadas em decorrência dos postos. Para Simone, o risco que o local proporciona às pessoas é alto, pois concentra um produto perigoso. "Não vemos estatísticas sobre trabalhadores doentes", enfatizou a presidente do Sindicato dos Frentistas, Telma Cardia. Segundo ela, é necessária a realização de pesquisas referentes à saúde do empregado.
Benzeno
O benzeno é um líquido incolor proveniente do petróleo, muito utilizado em laboratórios químicos como matéria-prima nas indústrias químicas, petroquímicas, de refino de petróleo e nas companhias siderúrgicas.
É encontrado na gasolina, na fumaça do cigarro e na fabricação de outros compostos, como plásticos, lubrificantes, borrachas, tintas, detergentes, medicamentos e agrotóxicos. O produto, em contato com o ar, evapora rapidamente, é altamente inflamável e tem aroma doce. Na natureza, é liberado por processos naturais, como o vulcanismo e as queimadas.
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