Associações e sindicatos discutem financiamento das universidades públicas
"As três universidades públicas do Estado de São Paulo estão trabalhando no limite". A afirmação foi feita por representantes de associações da Unesp, USP, Unicamp, além do Centro Paula Souza, que evidenciaram a atual situação financeira das instituições de ensino e a falta de recursos para o próximo ano. O evento aconteceu na Assembleia Legislativa nesta quarta feira (28/6).
Segundo informações do "Fórum das Seis", composto pelos sindicatos dessas universidades, o número de vagas ofertadas cresce a cada ano, o que não acontece com as contratações de professores e funcionários. "Isso leva à precarização do ensino superior, que está trilhando o mesmo caminho do ensino fundamental e médio do Estado", disse Adriana Tufaile, diretora da Associação de Docentes da USP (Adusp).
Representante da reitoria do campus da Unesp de Sorocaba, André Henrique Rocha fez um alerta: "O 13º salário não será pago aos funcionários se não houver o recurso suplementar".
O estudante Gustavo Henrique, de 23 anos, cursa geografia na Unesp e já participou de duas greves desde que ingressou na universidade. Ele faz parte do programa de Permanência Estudantil, auxílio financeiro do governo concedido a alunos que atendem a alguns pré-requisitos socioeconômicos. "A implantação de cotas raciais e sociais nas universidades já atinge sua porcentagem máxima. Esse corte de verbas recai principalmente sobre os alunos que precisam desse auxílio financeiro para continuar estudando", disse.
De acordo com o deputado Carlos Gianazzi (PSOL), o governo não prioriza os investimentos na área da educação superior e trata o assunto com respostas evasivas. "Nós estamos disputando o orçamento público, que deve ser direcionado para as áreas sociais", disse.
O "Fórum das Seis" também trouxe propostas de ementas ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deverá ser votado na Assembleia Legislativa até o fim do mês de julho. A LDO define os recursos destinados aos setores públicos paulistas para o próximo ano.
O debate foi presidido pelo coordenador de Finanças do Sindicato da Unesp, João Carlos Camargo.
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