CPI recebe presidente do Tribunal de Contas do Município
Os deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que discute os contratos das Organizações Sociais de Saúde (CPI das OSS), presidida por Edmir Chedid (DEM), reuniram-se na terça-feira (5/6) para ouvir João Antonio da Silva Filho, presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM/SP). Somente na capital, em 2017, as unidades receberam R$ 5 bilhões em recursos públicos " 1 bilhão a mais em relação a 2016.
De acordo com João Antonio da Silva Filho, 80% desse valor é gasto com o quadro de funcionários. O montante foi disponibilizado para as 513 instalações de saúde da cidade. A quantidade delas supera a de postos, que, segundo o conselheiro do TCM Maurício Faria, são 259 " em um total de 772 unidades.
Faria ressaltou a importância estrutural das OSS para a saúde pública, em vista de sua participação no atendimento à população. "Essas organizações são mais do que complementares à rede municipal. Dos 1.341 serviços oferecidos, 778 são geridos por elas", disse. Para ele, o problema das OSS está na falta de uma gestão indireta pela Secretaria Municipal da Saúde. "Não houve diretrizes e nem fiscalização dos recursos transferidos", afirmou.
Segundo o conselheiro, há 10 anos, a prestação de contas era feita por meio de papéis. Em uma segunda etapa, criou-se um sistema informatizado de dados, o qual, para ele, era ineficiente. "A informação era oferecida pelas próprias OSS, sem nenhuma verificação por agentes externos. Além disso, a inserção dos dados ficava em aberto por vários meses, havendo a possibilidade de alteração posterior. Por isso, um novo sistema está em desenvolvimento", explicou.
Para o deputado Carlos Neder (PT), a preocupação é também com a destinação dos recursos. "Há um crescimento descontrolado dos investimentos em OSS. No entanto, não existe a certeza de que sejam aplicados para o seu fim", declarou.
Alternativas
O secretário municipal da Saúde de Campinas e presidente da Cosems/SP, Carmino Antonio de Souza, lembrou a deflagração da Operação Ouro Verde e a decisão de a prefeitura encerrar os contratos de convênio com as OSS. "A gestão ainda não foi completamente revogada, pois há 1,4 mil pessoas contratadas, mas houve conversas entre os sindicatos e o município para quebrar os contratos com as OSS. O governo então assumiu todas as despesas de direitos dos trabalhadores", complementou.
A Organização Social Vitale foi acusada de desviar R$ 4,5 milhões do Hospital Ouro Verde, em Campinas. A cidade possui 8,5 mil servidores de saúde, distribuídos em 104 unidades. Segundo Souza, a secretaria utiliza 31% do orçamento do município " cerca de R$ 1 bilhão.
Agora, todos os serviços serão administrados diretamente pelo setor público. "O cotidiano dos hospitais poderá ser compartilhado com instituições filantrópicas, mas a administração será sempre do Estado. O problema de gestão não está no modelo, mas no interesse de algumas OSS, que deveria ser público e não outro", comentou.
Além dos citados, estiveram presentes na reunião os deputados Barros Munhoz (PSB), Carlão Pignatari, Hélio Nishimoto e Marco Vinholi (todos do PSDB), Cezinha de Madureira (PSD), Davi Zaia e Roberto Morais (ambos do PPS), Doutor Ulysses (PV), José Américo (PT) e Wellington Moura (PRB).
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