Professoras em greve são vítimas de violência policial
O deputado Carlos Giannazi usou a tribuna da Alesp na sexta-feira (8/2) para exigir providências imediatas em relação às agressões praticadas pela Polícia Militar contra professoras da rede municipal durante a passeata que acontecera na véspera, em protesto contra a implantação da Sampaprev.
"Foram atos covardes, praticados por um grupo de PMs contra mulheres, educadoras que trabalham em creches, na pré-escola e no ensino fundamental. Uma violência desnecessária, pois a manifestação foi pacífica do início ao fim", relatou Giannazi, lembrando outro ato de brutalidade que ocorreu em 2018, quando servidoras que protestavam contra o mesmo projeto foram espancadas pela Guarda Civil Metropolitana dentro da Câmara Municipal. "Esses atos têm de ser apurados para que não ocorram novamente. Até porque o direito de greve é garantido pela Constituição Federal."
O líder do PSOL informou que a indignação é geral entre os servidores das várias categorias que decidiram, em assembleia, por manter a greve. "No estado também foi instituída a previdência complementar por meio da SPPrev, mas não houve confisco salarial. Já o projeto de Bruno Covas aumenta a contribuição de 11% para 14%. Isso em um momento de gravíssima crise econômica, sendo que os servidores não têm reajuste desde 2003."
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