Férias fracionadas são cortina de fumaça para esconder problemas da Educação
A assembleia estadual da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), realizada na sexta-feira (26/4), no vão-livre do Masp, teve sua pauta de reivindicações aumentada na última hora em função do anúncio feito por Doria sobre a fragmentação das férias escolares em quatro períodos: uma semana em abril, duas em julho, uma em outubro e o restante entre dezembro e janeiro.
"Isso é um atentado contra os alunos e contra os servidores da educação, principalmente os professores, porque muitos deles acumulam empregos nas redes municipais e escolas particulares. Uma vez que Doria não tem projeto para a educação e não está preocupado em apresentar propostas para atacar as principais questões, como a superlotação de salas, a violência nas escolas e os baixíssimos salários dos professores, ele cria essas notícias que são puro diversionismo, uma cortina de fumaça", afirmou o deputado Carlos Giannazi, durante o encontro na avenida Paulista.
O principal objetivo da manifestação foi pressionar o governo para que pague a recomposição salarial de 4,17%, além dos 10,15% referentes à lei, ao piso nacional do magistério. A paralisação será um "esquenta" para a greve geral da classe trabalhadora, que será realizada em 14/6.
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