Manter servidores em escolas fechadas é exposição desnecessária ao coronavírus
Carlos Giannazi (PSOL) usou a tribuna da Alesp na terça-feira (17/3) para repudiar as resoluções do governador João Doria e do prefeito Bruno Covas que obrigam os gestores, diretores, coordenadores pedagógicos e servidores do quadro de apoio a continuarem trabalhando durante a pandemia. "Essa decisão absurda contraria uma orientação da Organização Mundial de Saúde", afirmou o parlamentar, ao destacar que esses profissionais permanecerão expostos ao coronavírus sem que haja efetiva necessidade, como no caso de médicos, enfermeiros, policiais etc.
Na véspera, o deputado já havia acionado o Ministério Público estadual na tentativa de obrigar o Estado e o município a cumprirem diretiva do Ministério da Saúde, fechando imediata e completamente todas as escolas. Para ele, o encerramento gradativo das atividades escolares foi um erro que apenas serviu para criar mais oportunidades de proliferação do vírus.
Na semana anterior, Giannazi já alertara para as precárias condições de higiene na rede estadual. Álcool em gel e toalhas de papel para as mãos estão longe de fazer parte desse universo, onde não há sabonete e papel higiênico nos banheiros e constantemente falta material de limpeza. Em muitos casos, nem mesmo existem funcionários encarregados da faxina, especialmente neste momento em que os contratos da prefeitura com as empresas de limpeza se encerraram.
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