Opinião - Rubinho da Jumil: o homem à frente de seu tempo, um tempo que não devemos esquecer
É a memória que nos possibilita a vida. Sem ela, sem a capacidade de guardar informações, dados, experiências, não saberíamos quem somos nem o que estamos fazendo aqui. A memória nos dá a medida do que é importante. E por quê? Simples: só aquilo que realmente é significativo é armazenado. A memória de longo prazo, assim chamada, é a que revela a história de uma pessoa.
Uma cidade ou um país, assim, pela memória de sua gente, se conhece por sua história, pelo que é passado de geração a geração, permitindo o reconhecimento dos traços de sua cultura, de seus feitos, de quem ajudou na formação de sua sociedade.
Rubens Dias de Morais usou o que sabia, a memória que recebeu do pai e dos tios, para antecipar o futuro e saltar no tempo, de uma maneira que os dias seriam muito mais bem-vindos para sua gente, para seus amigos, para nossa querida Batatais. Rubinho da Jumil, forma carinhosa que o marcou, fez da memória uma herança de sangue, uma ponte de conhecimento e ousadia. De crença e trabalho. De amor e de fé.
E esses registros estão por aí, espalhados em todos os cantos, em cada um de nós que conviveu com ele, mesmo que apenas por algum momento. Foi assim que Rubinho fez de uma empresa familiar do interior do país uma potência mundial. Uma criação que é o espelho de sua essência. Se me permitem dizer, mais que diplomas de academias e universidades, Rubinho deu voz à sua intuição, à sua sabedoria. Uma ligação profunda com sua cidade, com as coisas do campo, com a beleza da terra. A mesma necessidade que o poeta tem de escrever, Rubinho tinha para pensar formas de contribuir e mudar a realidade.
O caráter e a integridade, a força e a determinação, a generosidade e a alegria. Essa era e continuará sendo a melhor expressão do currículo de Rubens Dias de Morais. Presidente de importantes conselhos, fundador de feiras internacionais, referência como empreendedor no Brasil, vereador, prefeito, enfim. Mas, no fundo, sempre "um otimista e um guerreiro", como ele se intitulava. E sabemos que esses atributos são mais afeitos à alma que ao intelecto. Sim, a inteligência de Rubinho era um caso à parte. Sua história confirma isso. Mas o que realizamos não vem apenas do que aprendemos. Vem, principalmente, da forma que usamos aquilo que passamos a conhecer.
Se as notícias de 1936, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, pudessem indicar alguma coisa, certamente a Jumil não estaria hoje completando 85 anos. Assim percebemos que se a cabeça, pelo medo, nos impede de andar, o coração, pela coragem, dá aos pés a direção correta. Foi esse o maior bem que ele recebera da família: um espírito vigoroso e perseverante.
E, do coração de Rubinho, quantos outros e inúmeros momentos felizes viriam: o casamento com a Vilma, o nascimento dos filhos Fabrício e Patrícia. Depois os netos tão amados: Luísa, Gustavo, Caio e Tais. Entre todos esses anos, desafios, adversidades, perdas. Bem mais, porém, as superações, os momentos de alegria. E, acima de tudo, Rubinho merecia levar consigo a sensação de que o caminho fora bem feito. Que se doou em tudo. Que o amor foi seu único propósito para atravessar o tempo e chegar até aqui.
Se a memória nos proporciona guardar o que é verdadeiramente importante, Rubinho é exatamente o tempo que não podemos esquecer. Um tempo que ele, generosamente, fez questão de compartilhar com todos nós, seus familiares, seus amigos, seus admiradores.
* Rubens Dias de Morais: Batatais, SP, 01 de abril de 1941 - 22 de setembro de 2021.
* Rafael Silva, deputado estadual, formado em Filosofia, pós-graduado em Sociologia e Cidadão Batataense
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