18ª edição do Prêmio Zumbi dos Palmares homenageia personalidades que se destacam no combate ao racismo
01/12/2021 18:45 | Atividade Parlamentar | Daniele Oliveira - Foto: Marianna Bonaccini e Italo Lermes
Evento realizado nesta terça-feira (30/11), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, homenageou figuras públicas e líderes de instituições que contribuíram para o combate à discriminação racial no Estado. Organizado pelo SOS Racismo (Serviço de Defesa Contra o Racismo), que é uma utilidade pública da Alesp, o Prêmio Zumbi dos Palmares homenageou 16 personalidades na edição deste ano. Em 2020, a premiação não pôde ser realizada devido a pandemia da Covid-19.
Para o 1º secretário da Alesp, deputado Luiz Fernando, apoiador do evento, o prêmio é, sobretudo, representativo. "A Assembleia Legislativa hoje vem homenagear essas personalidades que no dia a dia nas comunidades deles, fazem seus trabalhos e a sua luta. Hoje serão reconhecidas por isso", disse.
Ele afirma ainda que o prêmio coloca em pauta um assunto que precisa ser solucionado com urgência. "A data de hoje é muito simbólica em um país em que tem demonstrado atitudes racistas. A Assembleia Legislativa vem numa campanha política para que consigamos livrar a sociedade paulista do racismo, pois não cabe mais no século 21 nenhum tipo de discriminação", disse.
Já a deputada Leci Brandão (PCdoB), que levanta a bandeira das lutas raciais no Parlamento paulista, afirmou que sua presença na Casa é um ato simbólico. "Eu vim para a Alesp para cumprir uma missão. Aqui dentro eu busco projetos, demandas e tudo aquilo que o povo precisa, pois eu tenho muita honra de dizer que sou uma mulher negra", afirmou.
Durante o encontro, a deputada Marina Helou (Rede) declarou que a premiação é um retrato do que acontece na sociedade e reforçou a relevância em homenagear figuras que estimulam ações agregadoras. "É muito importante que uma Casa Legislativa que representa o povo esteja conectada ao que acontece na realidade da sociedade e preste homenagens às boas iniciativas, incentivando, a partir da nossa institucionalidade, boas práticas", disse.
A parlamentar afirmou ainda que a premiação é mais um estímulo ao movimento contra o racismo. "A gente precisa dar visibilidade para que nós possamos entender que a sociedade pode ser antirracista e já tem muita gente incrível fazendo isso", disse.
Para o coordenador do SOS Racismo, Roberto Santos, esse prêmio espelha a luta contra a discriminação dentro das instituições. "Um evento como esse vem caracterizar e marcar espaço sobre a questão do SOS Racismo, da quantidade de denúncias e das políticas públicas que nós devemos nos empenhar para amortizar a questão social que choca o país e a sociedade brasileira", contou.
Ele falou ainda sobre o papel do serviço para a população paulista. "O SOS não vai ficar apenas em denúncias, nós vamos fazer a luta, como sempre fizemos, com propostas e orientando a Mesa Diretora e os deputados da Casa". "A instituição não é de um partido político, aqui estamos todos a bordo em prol de uma solução de uma só causa", afirmou.
Homenageados
O fundador e presidente da Central Única das Favelas (Cufa), Marcivan Menezes Barreto, foi um dos premiados da noite. Para ele, a honraria é um estímulo para todas as pessoas que trabalham em conjunto objetivando o bem-estar coletivo. "Esse prêmio é para todos os 30 mil voluntários, todas as famílias que perderam seus entes queridos para a Covid-19 e para todo o time de voluntários da Cufa de São Paulo e do país", disse.
Outra figura homenageada foi o advogado Ítalo Cardoso, que já atuou como deputado estadual na Alesp e foi vereador da cidade de São Paulo. Ele participou da criação da lei que instituiu o Dia da Consciência Negra, além de contribuir para a implantação do SOS Racismo na Alesp.
Também foi premiado na noite o Instituto Camará Calunga, em São Vicente, que é uma organização da sociedade civil voltada para a promoção dos direitos humanos há mais de 20 anos. Entre as ações voltadas à sociedade civil e ao combate ao racismo, o grupo realiza oficinas formativas, atividades coletivas, assembleias, além de participar ativamente de conselhos de políticas públicas.
Além dos citados anteriormente, foram honrados: O ativista da Soweto Organização Negra, Flávio Jorge, a médica, Amanda Horatório, a administradora e fundadora do Ilê Axé Omó Nanã, Adriana de Nanã, o secretário Executivo do Centro de Equidade Racial, Ivan Lima, a cientista política Amanda França, o criador do Movimento Negro Sanjoanense Integração Cultural, Marcos Paulo Pereira, o presidente da Associação Quilombola, Isaque da Cruz, o Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo, o ativista social Nelson Gonçalves Campos, o ativista antirracista José Roberto Ferreira, assim como Casa Ilê Asé Alaketu Osun Femi, a ativista Jenifer de Paula Ferreira e o gerente comercial do Coletivo Laboratório Fantasma, Carlos Pereira.
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