Na Alesp, Prêmio Jovens do Axé homenageia trabalhos de combate ao racismo religioso
23/11/2023 17:43 | Celebração | João Pedro Barreto, sob supervisão de Matheus Batista - Fotos: Rodrigo Costa
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sediou, na noite da última quarta-feira (22), a entrega do Prêmio Jovens do Axé. Solicitado pela Bancada Feminista (Psol), o evento homenageou pessoas, coletivos e personalidades, participantes de religiões afro-brasileiras, por seus trabalhos no combate ao racismo e à intolerância religiosa. Ao todo, 35 iniciativas foram reconhecidas.
"Hoje, vemos a intolerância e o racismo atingir todo o povo de axé. Esse prêmio vem para enaltecer pessoas que estão realizando trabalhos dentro e fora dos terreiros. Ele serve para dizer para esses jovens que não parem de contribuir com arte, cultura e educação no Estado de São Paulo", explica a idealizadora da premiação, Isabela Cardoso, ou BellaOyaa. Ela conta que o Jovens do Axé compõe um trio de premiações criado por ela há 9 anos e que, somadas, já homenagearam 900 personalidades.
"Aos 18 anos percebi que estava sendo invisível, que meus trabalhos não estavam tendo voz e descobri que isso é, também, uma forma que o racismo nos atinge. A partir daí, pensei que outros jovens precisavam de reconhecimento da sociedade e se reconhecer como jovens fazedores de cultura", completou Bella.
A audiência fez parte dos trabalhos da Frente Parlamentar para a Promoção de Igualdade Racial e foi comandada por Simone Nascimento, membro da Bancada Feminista. Para ela, é muito importante receber e condecorar jovens que resistem, preservam a história das religiões de matriz africana e serão o futuro do combate ao racismo no Estado.
"Esse evento é fundamental para valorizar as religiões de matriz africana e a cultura de terreiro que temos no Estado. É fundamental, também, para que essa Casa se posicione frente a um cenário de aumento de violações e denúncias de ataques a territórios sagrados e afro-brasileiros", defendeu Simone.
A deputada federal Erika Hilton também apoiou a realização da premiação. Por meio de um vídeo gravado no Congresso Nacional, ela também enalteceu a relevância da solenidade. "O Brasil é um país que segue sendo intolerante, racista e segue atacando os terreiros e as nossas fés. Então, é de suma importância homenagear aqueles que serão líderes no futuro, tanto dentro dos terreiros quanto na política", disse.
Oportunidade
Um dos homenageados da noite, Leonardo Piotrovski, celebrou, mais do que seu prêmio individual, o fato de realizar um evento como este na Casa. "Me sinto muito lisonjeado de estar aqui, porque não é sempre que temos a oportunidade de estar na Assembleia Legislativa, ainda mais para trazer essa cultura de terreiro e de espiritualidade", disse.
Leonardo foi condecorado por seu trabalho como dirigente do templo Caminho da Jiboia, na Zona Norte de São Paulo, e como influenciador digital. No Instagram, onde já acumula mais de 270 mil seguidores, ele fala sobre espiritualidade e religiões de matriz africana e tenta quebrar mitos que rondam o assunto. "Eu sempre digo para as pessoas conhecerem. Quando elas vão no templo, elas percebem que o que a gente faz, nada mais é, que trazer consciência, entendimento e fazer o bem para as pessoas".
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