Deputado aciona MP e PGE para impedir ato de partido em celebração ao ataque do Hamas a Israel
07/10/2025 10:54 | Atividade Parlamentar | Da Assessoria do deputado Tenente Coimbra
Tenente Coimbra (PL-SP) quer desarticular manifestação convocada pelo PCO em referência ao ataque iniciado, em outubro de 2023, na Faixa de Gaza; para o parlamentar, trata-se de apologia ao terrorismo, afronta à legislação nacional e risco à ordem pública
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) recorreu formalmente ao Ministério Público (MP) e à Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a fim de impedir que o Partido da Causa Operária (PCO) prossiga com a organização de um ato em celebração ao "aniversário" de dois anos do ataque-surpresa do Hamas contra Israel. A ofensiva ocorreu em 7 de outubro de 2023, dando início a um conflito israelo-palestino que desencadeou a guerra que segue em curso, na Faixa de Gaza, até hoje, com milhares de mortos e centenas de reféns. O mesmo documento foi impetrado na Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo.
Em requerimento protocolado no MP-SP e na PGE, nessa quinta-feira (2/10), o parlamentar do PL pede intervenção dos órgãos, objetivando a suspensão da agenda articulada pelo PCO, com direito, inclusive, a chamamento público nas redes sociais (https://www.instagram.com/p/DPO0a2CDb1A/?igsh=OTU0dW4zYjAxZ3Q3).
Segundo as postagens, o evento em "homenagem" à Operação Dilúvio de Al-Aqsa está marcado para acontecer na terça-feira (7/10), a partir das 19h, no Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), na capital paulista.
Para Coimbra, a iniciativa tem características de apologia ao terrorismo, o que afronta a legislação nacional e coloca em risco a ordem pública e a segurança dos cidadãos paulistas:
"Esta manifestação do PCO é incompatível com a Ordem Jurídica Brasileira, por caracterizar, publicamente, apoio e enaltecimento de atos terroristas. Acionei a Justiça (MP-SP e PGE), pois este ato representa um ataque aos princípios da legalidade nacional. Um partido político (PCO) defendendo um grupo terrorista que matou milhares de pessoas ao longo dos últimos dois anos em Israel precisa ser contido com a força da lei", critica o liberal.
O requerimento assinado por Coimbra e que chegou ao conhecimento do MP paulista e da PGE pede ação de desmobilização da comemoração terrorista com base em quatro pilares jurídicos: lei 13.260/2016 (antiterrorismo), que tipifica como crime promover, constituir, integrar ou prestar auxílio à organização terrorista; Artigo 287 do Código Penal, que pune a apologia de fato criminoso; e os artigos 4° e 5º da Constituição Federal, que repudiam o terrorismo.
O documento, também compartilhado com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, solicita ainda que, caso os organizadores do ato insistam na celebração do ataque do Hamas a Israel, o Poder Judiciário entre com medida cautelar para a interdição do local do evento (Praça da República, 282 - República).
Coimbra também exige a aplicação de multa aos mentores e aos participantes da agenda, uma vez que "a celebração" marca o começo, dois anos atrás, de um conflito armado, que se arrasta até hoje. De lá para cá, milhares de civis e de soldados israelenses perderam a vida, e centenas de pessoas de dentro e de fora do país foram feitas reféns:
"É fundamental que a Justiça intervenha neste caso e impeça a realização do evento, identificando os envolvidos neste acinte. Tal comemoração, inclusive, fere a memória de milhares de israelenses mortos na Faixa de Gaza", lembra Coimbra.
Notícias relacionadas
- Compromisso que se renova: deputado reforça parceria com Vargem Grande do Sul e anuncia recursos
- Uma noite de emoção, fé e música na catedral de Franca
- Serviço público por videochamada: projeto de lei aprovado na Alesp cria "Balcão Virtual"
- Audiência pública denuncia falta de transparência na municipalização do Caps Itapeva
- Deputada recebe Título de Cidadã Miguelopolense
- UFSCar concede título de Doutora Honoris Causa a deputada em reconhecimento à sua trajetória
- Projetos e ações as entidades sociais e assistências é pauta de reunião na secretaria estadual de Desenvolvimento Social
- Opinião - Uma queda de braço que pode custar vidas em Osasco
Notícias mais lidas
- Projeto Cívico-Militar começa em 100 escolas de SP na segunda-feira, 2/02
- Alesp aprova e motos de até 180 cilindradas não pagam mais IPVA em SP
- Plenário da Alesp aprova Orçamento estadual para 2026; receita prevista é de R$ 382,3 bilhões
- Dezembro Vermelho: pesquisas de cura do HIV avançam em universidade pública paulista
- Deputada aprova isenção de IPVA para motos até 180 cilindradas
- Projeto que dá direito à merenda escolar a profissionais da educação avança na Alesp
- Seduc pretende substituir professores de educação especial por cuidadores sem formação
- Lei nacional reconhece professoras de educação infantil como integrantes do magistério
- Sessão Inaugural abre trabalhos legislativos da Alesp em 2026
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Sobre o Processo Legislativo
Regimento Interno
Questões de Ordem
Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Ordem do Dia
Pauta
Consolidação de Leis
Notificação de Tramitação
Comissões Permanentes
CPIs
Relatórios Anuais
Pesquisa nas Atas das Comissões
O que é uma Comissão
Prêmio Beth Lobo
Prêmio Inezita Barroso
Prêmio Santo Dias
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Alterações