Seminário na Alesp aborda reconhecimento do Estado da Palestina no novo contexto geopolítico
28/10/2025 17:35 | Ordem internacional | Daiana Rodrigues - Fotos: Bruna Sampaio & Larissa Navarro
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu, nesta terça-feira (28), o seminário "Estado Palestino no Novo Contexto Geopolítico". Solicitado pelo deputado Maurici (PT), o encontro foi dividido em três mesas de debate compostas por autoridades e especialistas que abordaram os impactos do reconhecimento da Palestina como Estado na nova ordem internacional.
Segundo Maurici, é impossível ignorar o genocídio contra milhares de civis ao longo dos anos, principalmente na região da Faixa de Gaza. "A defesa do reconhecimento do Estado Palestino não é apenas uma bandeira política, é também uma causa civilizatória. É o compromisso com a vida, com a liberdade e o direito à paz dos povos. Estar do lado da Palestina é estar do lado da humanidade", defendeu.
Reconhecimento do Estado palestino
A primeira mesa de debate foi mediada pela deputada Beth Sahão (PT) e abordou os possíveis avanços e retrocessos na ordem internacional surgidos a partir do possível reconhecimento do Estado da Palestina, que fica no Oriente Médio e é composta pela Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Apesar de cerca de 150 países membros da ONU, entre eles o Brasil, reconhecerem a Palestina como um Estado autônomo, o povo palestino ainda luta pelo reconhecimento pleno de sua soberania.
Durante o evento, o embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben, expressou gratidão aos brasileiros pelas manifestações de apoio e solidariedade ao povo palestino.
Segundo o professor de Direito Internacional, Salem Nasser, especialista em Oriente Médio, Islã e mundo árabe, o princípio da autodeterminação dos povos vem sendo violado na Palestina desde o século 19 até hoje. O fundamento garante a todo povo o direito de decidir livremente seu próprio destino político, inclusive a criação ou não de um Estado independente.
"No atual cenário de distribuição de poder político e econômico, a Corte Internacional de Justiça considera que o direito ao reconhecimento palestino se limita a 22% do território histórico, sendo que os 78% restantes pertence à presença israelense", explica Nasser.
Já a deputada Beth Sahão (PT) comentou que o Parlamento Paulista está empenhado em discutir e se mobilizar em torno da causa Palestina a fim de cobrar medidas mais eficazes, principalmente do governo do estado de São Paulo.
A segunda mesa de debate foi mediada pela deputada Monica Seixas do Movimento Pretas (Psol) e abordou a questão da destruição em massa de vidas palestinas, ocorrida especialmente na Faixa de Gaza, transmitida em tempo real pela mídia e pelas redes sociais.
Solidariedade internacional
A terceira mesa de debate foi mediada pelo deputado Maurici (PT) e abordou a Solidariedade internacional e o papel dos movimentos sociais e populares.
"Defender e ser solidário com quem denuncia violações e crimes é parte essencial da luta pela verdade e pela justiça. Cada uma dessas ações transforma a solidariedade em política de Estado. É assim que a indignação vira mudança real", afirmou o secretário-geral da Confederação Palestina da América Latina e do Caribe, Emir Mourad.
Durante o encontro também participaram Nasser Taleb, diretor do Centro Islâmico no Brasil; Terezinha Pinto, coordenadora do Núcleo Palestina do PT-SP; Nasser Abdalah, presidente da Sociedade Palestina de São Paulo; Samir Oliveira, jornalista, ativista e editor da cartilha "Palestina Livre" da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco; Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal); João Aguiar, membro da coordenação da delegação brasileira da Global Summud Flotilla e do Núcleo Palestina do PT-SP; Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), e Breno Altman, jornalista do portal de notícias Opera Mundi.
Assista ao evento na íntegra, em transmissão da Rede Alesp:
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