Frente pela Saúde Bucal celebra 40 anos da fluoretação da água da população paulista

Implantada em 1985, a fluoretação das águas traz resultados econômicos e seguros que protegem adultos e crianças de cáries;
13/11/2025 17:12 | Conquista | Daiana Rodrigues - Fotos: Bruna Sampaio

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40 anos da fluoretação da água na Grande SP<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg356559.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> 40 anos da fluoretação da água na Grande SP<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg356539.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> 40 anos da fluoretação da água na Grande SP<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg356540.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Dep. Mauro Bragato é o coordenador da Frente<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg356541.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sediou, nesta quinta-feira (13), a segunda reunião da Frente Parlamentar pela Saúde Bucal, que comemorou os 40 anos da fluoretação das águas na Grande São Paulo. O evento foi proposto pelo coordenador da frente, deputado Mauro Bragato (PSDB), e realizado em parceria com o Centro Colaborador em Vigilância da Saúde Bucal (Cecol) da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Os convidados debateram a importância de ampliar políticas públicas de prevenção e acesso a cuidados odontológicos, articulando com universidades e municípios, além da atualização de tecnologias e estratégias de vigilância.

O Brasil é reconhecido mundialmente por ter incorporado o flúor como estratégia essencial de saúde pública e muitos avanços baseiam-se na parceria com instituições de ensino e pesquisa. "A fluoretação é uma política operacional simples, mas que traz resultados econômicos e seguros que protegem adultos e crianças todos os dias. Nosso foco é ampliar qualidade, transparência e imparcialidade. Entregamos saúde com eficiência e respeito ao cidadão quando a água chega em nossas casas com o teor adequado de flúor e o monitoramento funciona", disse Mauro Bragato.

Avanços odontológicos

Na década de 1970, surgiu a discussão sobre a fluoretação das águas no estado, mas o processo foi implantado em 1985 por meio da Companhia de Saneamento (Sabesp) e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e com o apoio da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD). Na época, mais de 13 milhões de pessoas faziam uso da água abastecida.

Segundo o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, Paulo Frazão, apenas 5% dos adolescentes não possuíam cárie. Depois de 40 anos, mais da metade deles chegam aos 12 anos sem o problema. Entre os adultos, o número de dentes atacados por bactérias diminuiu 47%. "Muitos fatores explicam essa mudança, entre os quais os baixos níveis de fluoreto na saliva propiciados pela fluoretação da água. Hoje, na região metropolitana, são mais de 18 milhões de pessoas com dentição natural amparadas por essa proteção, equivalendo a uma economia de milhões de gastos pelo SUS e pelas famílias", complementou Frazão.

De acordo com o representante do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Marco Antônio Manfredini, um levantamento feito em 1986 constatou que as crianças do município de São Paulo possuíam seis dentes atacados pela cárie. Os dados atuais revelam um valor entre 0,8% e 1,2% dependendo da região da cidade, o que reforça a importância do flúor.

"As universidades públicas paulistas têm desempenhado um papel fundamental na produção de conhecimento científico que dá suporte aos gestores na elaboração de políticas públicas de saúde bucal", destacou o diretor da Faculdade de Odontologia da USP, Giuseppe Alexandre Romito. Já o representante da Associação Brasileira de Ensino Odontológico (Abeno), Celso Zilbolvicius, frisou que ainda tem muitas capitais no país sem fluoretação. "Essa medida representa o direito universal à saúde", complementou.

Presenças

Estiveram presentes na mesa da reunião Renato Ishigame, assessor da coordenação geral de saúde bucal do Ministério da Saúde em São Paulo; Luís Sérgio Osório Valentim, representante do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Paula de Almeida, supervisora técnica de saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Também participaram Wilson Chediek, presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD); Cíntia Pereira Machado, professora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp; Ailton Bogalho Junior, diretor do Conselho de Secretários Municipais da Saúde (Cosems) e Arisnandes Antônio da Silva, coordenador de otimização de processos e performance operacional da Sabesp.

Dentre o painel de especialistas estavam Wanderley Paganini, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP; Mariângela da Cruz, técnica do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Marisa Lima Carvalho, bacteriologista do Instituto Adolfo Lutz e Branca Heloísa de Oliveira, professora da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Assista à audiência, na íntegra, na transmissão feita pela Rede Alesp:

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