Cerimônia na Alesp celebra 138 anos do Instituto Agronômico como referência em pesquisa e inovação
17/11/2025 19:57 | Legado imperial | Fernanda Franco - Fotos: Gabriel Eid
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recebeu, nesta segunda-feira (17), uma homenagem aos 138 anos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) do Estado de São Paulo. O evento foi promovido pelo deputado Lucas Bove (PL) em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, comandada por Guilherme Piai.
Fundado em 1887 pelo Imperador D. Pedro II, que em 2026 completaria 200 anos, o IAC se consolidou como uma das mais importantes instituições públicas de ciência agrícola do Brasil e do mundo. Ao longo de sua trajetória, acumula contribuições decisivas para a produtividade no campo, o desenvolvimento de novas tecnologias, a sustentabilidade e a segurança alimentar.
Para Lucas Bove, esse reconhecimento se deve, sobretudo, aos pesquisadores e colaboradores que compõem o IAC e se dedicam diariamente para que o instituto seja referência nacional e internacional. "O IAC é a base da nossa agricultura e agropecuária. O estado de São Paulo é um dos estados mais produtivos do Brasil e é o berço de toda a tecnologia que faz o nosso agro ser tão forte e tão pulsante", disse o deputado proponente do evento.
Os parlamentares Barros Munhoz (PSDB) e Itamar Borges (MDB) compareceram ao evento e fizeram coro à fala de Bove. "Nossos mandatos estarão sempre de mãos dadas lutando para que o IAC continue cada vez mais forte. A agricultura brasileira só chegou onde chegou graças à pesquisa, ciência e inovação", destacou Borges.
História
Dom Pedro II fundou o Instituto Agronômico com o objetivo de desenvolver ciência e pesquisas para modernizar a agricultura brasileira, com foco inicial no café, a mais importante cultura do Estado de São Paulo e do Brasil. Campinas foi escolhida por ser uma cidade importante como centro logístico para exportação das safras e também grande produtora de café.
"Na época, São Paulo era exemplo da riqueza produzida pelo café e essa riqueza nos deu essa oportunidade e legado da tecnologia ligada ao agro", apontou o secretário nacional de política agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos. Para ele, a vocação do Brasil de alimentar o mundo e de ser o líder na transição energética já é uma realidade graças ao trabalho, inovação e tecnologia investidas em instituições como o IAC, há mais de um século. O secretário reforçou o papel estratégico da ciência na competitividade do agronegócio paulista e brasileiro.
Contribuições e desafios
Ao longo de seus 138 anos, o IAC desenvolveu 1.189 cultivares de dezenas de espécies agrícolas. Entre seus feitos mais expressivos estão: 69 cultivares de café arábica, que representam cerca de 90% dos cafezais brasileiros da espécie; 21 cultivares de amendoim, que representam 80% da produção nacional; 35 variedades de cana-de-açúcar registradas por meio do Programa Cana IAC; e 61 cultivares de feijão, responsáveis por 25% da área plantada no país. O feijão carioca, por exemplo, foi criado pelo IAC na década de 1960.
O IAC também se destaca por iniciativas voltadas à tecnologia, à segurança e ao manejo agrícola. As principais linhas de pesquisa são a cana de açúcar, citros, café, grãos, plantas aromáticas, plantas medicinais, batata e mandioca. A instituição também avança nas pesquisas de melhoramento genético e de marcadores moleculares, que permitem identificar a resistência de plantas a doenças antes mesmo do plantio.
"Trabalhamos para servir um setor que é importantíssimo economicamente: o agronegócio. E essa percepção por parte da Alesp nos deixa extremamente felizes", afirmou o coordenador-geral do IAC, Marcos Landell. Ele destacou a importância da instituição que ajuda os agricultores a produzirem mais e melhor, sempre com respeito à biodiversidade, à saúde da população e ao desenvolvimento socioeconômico do país.
No entanto, não deixou de apontar que a instituição sofre dificuldades em termos de valorização dos pesquisadores e manutenção dos recursos humanos. "O nosso principal insumo é a pessoa, o pesquisador, o pessoal de apoio. Se a gente não conseguir mais ter o mínimo necessário, a gente perde eficiência", disse.
Assista à Atividade Parlamentar, na íntegra, na transmissão feita pela Rede Alesp:
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