Seminário da Frente Parlamentar resulta em proposta que vai incentivar a indústria de tecnologia

As matérias da seção Atividade Parlamentar são de inteira responsabilidade dos parlamentares e de suas assessorias de imprensa. São devidamente assinadas e não refletem, necessariamente, a opinião institucional da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
25/11/2025 13:03 | Atividade Parlamentar | Da Assessoria do deputado Luiz Claudio Marcolino

Compartilhar:

Seminário da Frente Parlamentar<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg357259.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

Evento que reuniu Poder Público, universidades e indústria na Alesp resulta em proposta de Projeto de Lei para instituir o Dia Paulista da Indústria de Tecnologia para a Saúde e em assinatura de MoU entre ABIMED e Inova USP

O seminário "O Papel da Indústria de Tecnologia para Saúde na Transformação Digital dos Municípios Paulistas", realizado nesta segunda-feira (24/11), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), resultou na apresentação de uma proposta de Projeto de Lei para instituir o Dia Paulista da Indústria de Tecnologia para a Saúde e na assinatura de um Memorando de Entendimento entre a ABIMED e o Inova USP

Coordenado pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT-SP), por meio da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia, Inovação e sua Integração com o Mercado de Trabalho, o evento reuniu representantes dos governos federal e estadual, universidades, indústria e especialistas para debater a interoperabilidade como eixo estratégico para modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar a eficiência do atendimento nos municípios paulistas.

Foi apresentada ao deputado a proposta de projeto de lei que reconhece oficialmente a relevância econômica e social da indústria de tecnologia para a saúde, setor que reúne mais de 12 mil empresas no Brasil, emprega cerca de 270 mil pessoas e concentra aproximadamente 70% de suas atividades no Estado de São Paulo. A proposta foi entregue pelo presidente da Abimed, Fernando Silveira.

Na abertura, Marcolino ressaltou que a transformação digital é uma ferramenta decisiva para enfrentar desafios históricos do SUS, como filas, demora no atendimento e desigualdade no acesso a especialistas."A tecnologia pode ser uma grande aliada da decisão médica. A inteligência artificial pode salvar vidas, tornar a atenção básica mais preventiva e menos reativa e reduzir a sobrecarga dos hospitais. Precisamos adaptar o SUS aos novos tempos, sem abrir mão da universalidade, que é uma conquista da Constituição de 1988", afirmou.

O parlamentar destacou que soluções como inteligência artificial, telessaúde e interoperabilidade dos sistemas permitem acompanhamento contínuo do paciente, redução de internações, diminuição de erros médicos e melhor gestão de recursos públicos, aproximando o SUS de modelos internacionais mais eficientes.

A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, apresentou avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que já concentra mais de 3,1 bilhões de registros, além da consolidação das plataformas Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor. Segundo ela, a telessaúde já alcança 44% dos municípios brasileiros, com impacto direto na ampliação do acesso e na redução de custos.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, destacou investimentos em polos de saúde em Campinas, Ribeirão Preto, Barretos e Sertãozinho e defendeu a expansão da conectividade, especialmente nos pequenos municípios, como condição para consolidar a transformação digital na saúde.

Representantes da Secretaria de Estado da Saúde e da área de ciência e tecnologia também apresentaram dados sobre investimentos superiores a R$ 166 milhões em digitalização e ampliação de atendimentos remotos, reforçando a importância da integração de sistemas desde a compra de equipamentos até a oferta do serviço na ponta.

Ao final do seminário, Marcolino afirmou que os encaminhamentos representam um avanço concreto na articulação entre poder público, setor produtivo e academia. "Nosso papel é criar esses espaços de interlocução e transformar debate em ação concreta. O compromisso é garantir que a inovação chegue a toda a população, fortalecendo o SUS, reduzindo desigualdades e assegurando que a tecnologia esteja a serviço das pessoas", concluiu.

alesp