Alesp recebe ex-prisioneiro político para discutir a causa palestina
27/11/2025 15:52 | Guerra no Oriente Médio | Louisa Harryman - Fotos: Larissa Navarro
A luta dos prisioneiros políticos palestinos foi tema de seminário realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (26). O evento marca o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, comemorado no dia 29 de novembro, e foi iniciativa do deputado Guilherme Cortez (Psol).
O parlamentar, que também preside o Grupo de Amizade Brasil-Palestina, destacou a importância de participar de forma direta na luta pelos direitos do povo palestino. "Essa Casa, os deputados estaduais, o Estado brasileiro, precisam se somar nessa campanha. Que nossa solidariedade não seja apenas passiva, mas possamos fazer o que está ao nosso alcance para sermos ativamente solidários", reforçou.
O deputado Maurici (PT) também esteve presente no evento e falou sobre a relevância de reconhecer como a luta palestina se relaciona com outros povos. "É um testemunho de uma luta cruel contra a opressão naquela parte do mundo, mas que dialoga com todos os oprimidos do globo", afirmou.
Prisioneiros políticos
Segundo um relatório divulgado no início deste mês pela agência de notícias da Palestina Wafa, ao menos 9250 palestinos estão detidos em prisões israelenses, sem incluir pessoas mantidas em campos militares ou centros de custódia do exército. Deste total, cerca de 350 são crianças e 49 são mulheres.
"Esses números, muito mais que estatísticas, representam vidas. Vidas arrancadas da liberdade, famílias que esperam por notícias, jovens que crescem temendo a prisão como horizonte possível", disse Maurici.
Ativista palestino e ex-prisioneiro político, Salah Al-Hammouri compartilhou sua história nos 10 anos que ficou detido em prisões israelenses. Ele destacou que vivenciou dois períodos diferentes enquanto preso, antes dos ataques de 7 de outubro de 2023 e depois, já que a violação de direitos e condições de vida piorou significativamente nos últimos dois anos, relatou. Atualmente, Salah mora na França, após ter sido deportado por Israel em 2022.
O ativista também falou sobre a importância dos Estados reconhecerem o genocídio aberto e televisionado que ocorre na Palestina. "O apoio popular e das massas fez a mudança nos governos e aproximou mais essas políticas para a causa palestina, levando os congressos e assembleias a discutirem o tema", completou.
Além dos citados, participaram do seminário a deputada Monica Seixas do Movimento Pretas (Psol) e a ativista palestina e codiretora do Instituto Palestino de Diplomacia Pública, Rula Shadeed.
Assista ao evento na íntegra, em transmissão da Rede Alesp:
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