Alesp homenageia instituto por proteção infanto-juvenil na zona norte da Capital

Há 15 anos, a organização Estrela do Amanhã desenvolve trabalho que abrange desde o acolhimento institucional de alta complexidade até medidas voltadas à ressocialização e à prevenção da reincidência em atos infracionais
28/11/2025 15:46 | Assistência social | Da Redação - Fotos: Bruna Sampaio

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Diretores da Estrela da Amanhã na Alesp<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg357639.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Marcolino: acolhimento com educação e cidadania<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg357640.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Rafael: coragem e acolhimento contra desigualdade<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg357641.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Daniela: lar é um ambiente de pertencimento<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg357643.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Coral interpretou cantos em língua guarani<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2025/fg357660.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

Uma Sessão Solene da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo celebrou os 15 anos do Instituto Estrela do Amanhã, organização civil que atende cerca de 400 crianças e adolescentes em bairros como Perus, Jaraguá, Freguesia do Ó e Pirituba. Presidida pelo deputado Luiz Claudio Marcolino (PT), a solenidade, realizada nesta sexta-feira (28), destacou o trabalho do Instituto, que abrange desde o acolhimento institucional de alta complexidade até iniciativas de fortalecimento de vínculos, além de medidas socioeducativas voltadas à ressocialização e à prevenção da reincidência em atos infracionais.

Marcolino ressaltou que o Estrela do Amanhã vem cumprindo, com êxito, o papel de transformar a vida dos atendidos. "Quando o acolhimento encontra a educação e a cidadania, o resultado é extraordinário", afirmou o deputado. Ele enfatizou que muitos jovens que frequentaram uma das nove unidades, espalhadas pela zona norte da Capital, estão na universidade, inseridos no mercado de trabalho ou atuando no esporte e na cultura. "Esses jovens levam consigo algo precioso: a confiança de que são capazes e de que têm valor", completou o parlamentar, que destinou R$ 300 mil em emendas ao Instituto.

O presidente do Estrela do Amanhã, Rafael Granero Batista, relembrou o propósito do pai, Carlos Batista - falecido em 2024 -, que fundou a entidade para acolher crianças e adolescentes e garantir seus direitos. "Meu pai acreditava que a verdadeira mudança social começa quando enfrentamos a desigualdade com coragem, acolhimento e compromisso ético. Essa visão continua sendo o coração do nosso instituto", sublinhou Rafael. Ele mencionou que, apesar dos desafios de dar continuidade ao legado paterno, seguem "firmes porque entendem o valor de cada vida que passa pelas unidades".

A gerente do Instituto, Valéria Pinheiro, reforçou que a entidade enfrentou obstáculos para construir uma reputação sólida e conquistar a confiança da sociedade. Segundo ela, ao longo desses 15 anos, o Instituto inovou ao incorporar novas tecnologias, aprimorar processos e investir na formação de seus colaboradores. "Celebramos também a nossa resiliência, criatividade e espírito de equipe", frisou a gestora.

Proteção diversificada

Na solenidade da Alesp, foram destacados os diferentes níveis de proteção social oferecidos pelo Instituto Estrela do Amanhã. A entidade atua na gestão de serviços como o Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica), o Centro de Convivência Intergeracional (CCInter), o Centro de Desenvolvimento Social e Produtivo (Cedesp) e a Casa Lar - espaço de acolhimento provisório.

Desde 2016 no Instituto, onde ingressou no Saica, Daniela Sardinha afirmou ter aprendido na entidade que "acolher não é apenas abrir portas. É abrir o coração". Agora responsável pela gerência das unidades Casa Lar em Pirituba, ela disse ter compreendido, na vivência diária, que, mais do que um lugar de paredes, "lar é um ambiente de pertencimento".

Coral indígena

A sessão foi encerrada com a apresentação do Coral Amba Verá, formado por jovens da aldeia indígena Tenondé Porã, localizada no extremo sul da capital paulista. O grupo interpretou cantos tradicionais em língua guarani que exaltam a natureza, a espiritualidade e a preservação da cultura ancestral.

Assista à Sessão, na íntegra, na transmissão da Rede Alesp:

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