À CPI, empresa atribui divergência em balanço a resíduos sem contaminação  

Representante da empresa afirmou que materiais da construção dispensam tratamento e detalhou sistema de rastreabilidade durante reunião conjunta de CPIs no Legislativo paulista 
21/07/2026 18:43 | Lixões e Materiais Contaminantes    | Da Redação - Fotos: Bruna Sampaio

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CPIs da Alesp recebem representante de empresa <a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-07-2026/fg367045.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Santos: solo classe A dispensa tratamento térmico<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-07-2026/fg367059.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

Durante reunião conjunta das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) do Descarte de Materiais Contaminantes e dos Lixões, nesta terça-feira (21), o engenheiro ambiental Leonardo Morais dos Santos, representante da Sistema Nova Ambiental, atribuiu aos solos classe A - materiais oriundos da construção civil que dispensam tratamento térmico - a diferença entre o volume de resíduos recebido pela empresa e o registrado como tratado.

Santos prestou depoimento como testemunha e apresentou procuração para representar o diretor-presidente da empresa, Harleyson Araújo, perante as duas comissões da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

O engenheiro informou que os solos classe A corresponderam a mais da metade das 1,2 milhão de toneladas movimentadas pela Nova Ambiental entre 2022 e meados de 2026. Ele explicou que a incineração reduz em até 90% o volume dos resíduos perigosos, o que impede a comparação direta entre a massa recebida e a destinada após o tratamento.

Durante a oitiva, Santos detalhou o sistema de rastreabilidade adotado pela empresa. De acordo com ele, toda a movimentação de resíduos é registrada no Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos (Sigor), que gera um código para acompanhar cada carga desde a entrada na unidade até a destinação final.

Questionado pelos parlamentares, o engenheiro da Nova confirmou que a empresa já foi autuada por infrações ambientais e que há procedimento em andamento no Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Santos adiantou que os esclarecimentos solicitados vêm sendo encaminhados às autoridades competentes.

A testemunha comprometeu-se a encaminhar às CPIs documentos complementares, entre eles dados sobre faturamento, composição societária e os maiores clientes da empresa. O engenheiro destacou que a Nova Ambiental atua predominantemente para o setor privado, tendo a prefeitura de Itapevi como seu único cliente público.

alesp