Deputada quer Alesp comprometida com o combate à violência política de gênero
06/01/2025 16:13 | Atividade Parlamentar | Da Assessoria da deputada Ana Perugini
Deputada Ana Perugini protocolou projeto de resolução propondo ações do parlamento para divulgar e combater a prática, tipificada como crime no Brasil desde 2021
A deputada Ana Perugini propôs à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo um conjunto de ações para divulgar e combater a violência política de gênero.
Segundo o projeto de resolução n° 25/2025, protocolado no último dia 18 pela deputada, a Alesp terá que divulgar a Cartilha de Violência Política de Gênero elaborada pelo Ministério Público em seus canais oficiais, bem como promover discussões sobre o tema nas dependências da Casa.
Violência política de gênero é crime no Brasil, tipificado pela lei 14.192/2021. Os casos, no entanto, são recorrentes e atingem mulheres nos parlamentos e no Poder Executivo país afora. A lei prevê de um a quatro anos de prisão.
Se o texto for aprovado, a Alesp terá que publicar a cartilha em seu site oficial, distribuir cópias impressas em suas dependências, enviar a publicação em formato digital a todos os parlamentares, além de publicar informações sobre o tema em suas redes sociais.
Adicionalmente, o texto defende a realização de lives (transmissões ao vivo por canais da internet) e seminários sobre o assunto, com a participação de especialistas e membros do Ministério Público - os eventos que deverão ser divulgados nas redes e na TV da Alesp.
Na avaliação de Ana Perugini, incorporar as ações ao Legislativo paulista é uma forma de apertar ainda mais o cerco contra recorrentes episódios de ataques contra mulheres candidatas ou eleitas.
A parlamentar afirmou que seu mandato recebeu denúncias de violência política de gênero cometida contra candidatas à vereança durante a campanha para as eleições deste ano. "Embora já exista uma legislação, nós notamos que é uma prática recorrente nos parlamentos e Executivos do estado. Neste contexto, promover a discussão do tema é uma forma de o destacar na Assembleia e fazer crescer a repressão a esses casos", destacou.
"É inaceitável que mulheres eleitas pelo voto popular ainda sejam descredibilizadas, ofendidas, atacadas e violentadas num espaço que prega ampla igualdade entre seus pares. Nós, mulheres deputadas, temos o mesmo valor perante a democracia que nossos pares do sexo masculino. Descredibilizar a mulher a partir de seu gênero é uma tática medieval e que precisa do devido enfrentamento na Alesp", complementou Ana.
Trecho do texto destaca que muitas mulheres não têm conhecimento dos crimes tipificados pela legislação. "Já existem condenações com fundamento na lei, todavia ainda é muito pequeno o número em razão da falta de conhecimento das mulheres e também dos operadores do direito, sendo de suma importância a presente propositura".
Considera-se violência política de gênero deslegitimar, intimidar ou silenciar a atuação de mulheres na política; atacar sua honra com base em assuntos pessoais, como questões conjugais, por exemplo; excluir a mulher do espaço político; induzir a mulher a tomar decisões contrárias à sua vontade; desqualificar sua habilidades; proferir ameaças através de palavras e gestos e difamação.
Tais atos podem ser praticados por diversos agentes - embora sejam majoritariamente praticados por colegas políticos de oposição. Entre eles estão a imprensa, líderes religiosos, amigos, familiares e comunidades.
A proposição, agora, será analisada pelas comissões da Casa e, em seguida, encaminhada para discussão em plenário.
Notícias relacionadas
- Deputado visita cidade de Votorantim acompanhado do irmão de ex-presidente da República
- Deputado solicita pavimentação de estrada que liga Guaraçaí e Junqueirópolis
- Pioneiro, estado de São Paulo avança na proibição de teste em animais
- Salesópolis reforça prevenção ao abuso infantil e ao fortalecimento das entidades sociais
- Deputada leva programa 'Caminhos da Capacitação' para Franca e mais 10 cidades
- HC/Famema inaugura refeitório conquistado por deputada estadual e deputado federal
- Deputado visita Sarutaiá para ouvir demandas da cidade
- Seduc pretende substituir professores de educação especial por cuidadores sem formação
- Tarcísio confirma viaduto e marginais na Cândido Portinari a deputada
Notícias mais lidas
- Entra em vigor hoje o novo Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.804
- Aprovado na Alesp, novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.804, é sancionado
- Entre o moderno e o eterno, Curupira é símbolo da COP 30 e da proteção ambiental de São Paulo
- Alesp aprova projeto que garante piso salarial nacional a professores paulistas
- Projeto que dá direito à merenda escolar a profissionais da educação avança na Alesp
- Seduc pretende substituir professores de educação especial por cuidadores sem formação
- Proposta que reestrutura Política de Assistência Social no estado é aprovada no Plenário da Alesp
- Nota de Pesar - José Afonso da Silva
- Indicação da Alesp passa em Plenário e deputado Carlos Cezar será conselheiro do TCE
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Sobre o Processo Legislativo
Regimento Interno
Questões de Ordem
Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Ordem do Dia
Pauta
Consolidação de Leis
Notificação de Tramitação
Comissões Permanentes
CPIs
Relatórios Anuais
Pesquisa nas Atas das Comissões
O que é uma Comissão
Prêmio Beth Lobo
Prêmio Inezita Barroso
Prêmio Santo Dias
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Alterações