Políticas de combate às doenças pulmonares são tema de evento do ILP

Cirurgiã torácica explica os riscos das enfermidades e o agravamento causado pelo tabagismo
10/10/2025 16:38 | Saúde e bem-estar | Louisa Harryman

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Evento do ILP ocorreu de forma remota<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-10-2025/fg354599.png' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) promoveu, nesta quinta-feira (9) um encontro virtual para debater políticas públicas de saúde com a sociedade civil. O evento faz parte de uma iniciativa do ILP com a Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig).

A parceria traz finalistas do Prêmio Marco Maciel para discutir sobre iniciativas inovadoras e boas práticas nas relações institucionais e governamentais (RIG). O objetivo é promover discussões temáticas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para discutir o tema, a cirurgiã torácica Fabíola Perin apresentou a Campanha Respire Fundo, vice-campeã da categoria RIG na sociedade civil organizada do 7º Prêmio Marco Maciel. O projeto foi desenvolvido pelas Sociedades de Pneumologia, Cirurgia Torácica e Radiologia do Rio Grande do Sul (SPTRS, SOCITORS e AGR) para promoção da saúde pulmonar.

A campanha foi criada para alertar a população e reduzir o impacto das doenças respiratórias, além de promover o desenvolvimento de uma frente parlamentar e de um projeto de lei que estabelece o Dia Estadual do Pulmão. A inclusão do câncer de pulmão nos registros do Observatório do Câncer do Rio Grande do Sul também é uma pauta defendida pela campanha.

Câncer de pulmão

Um dos exemplos de doenças respiratórias que a campanha alerta é o câncer de pulmão. Apesar de não ser o tipo de câncer mais frequente no Brasil, ele lidera o ranking de mortalidade, com 30 mil mortes registradas por ano.

Fabíola explicou que o diagnóstico precoce é fundamental para diminuir os riscos à vida. A tomografia de tórax deve ser anual, principalmente porque o tumor só apresenta sintomas em estado avançado. Quando a doença é identificada em fases iniciais, a possibilidade de cura supera 90% em cinco anos.

Além disso, o diagnóstico em fase inicial é importante dos pontos de vista estratégico e financeiro. "O tratamento do câncer nas fases mais avançadas, além de ter pior resultado, é muito mais caro para quem financia. Também é caro pro paciente no sentido de causar efeitos colaterais e sofrimento ao longo do tratamento", completou a médica.

Tabagismo

O principal desafio na prevenção de doenças pulmonares é o tabagismo, especialmente com o aumento do uso de cigarro eletrônico entre jovens. "O cigarro eletrônico, assim como cigarro comum, está associado a piora da asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica, e ao maior risco de infarto e de derrame cerebral", explicou Fabíola.

A médica afirmou que o tabagismo é uma dependência química, e os pacientes devem ser tratados e acolhidos como dependentes. "Deixar de fumar é uma tarefa árdua e exige empenho dos pacientes, paciência das famílias a apoio das equipes de assistência", destacou.

Assista ao debate na integra:

alesp